quarta-feira, 18 de novembro de 2009

1.Biografia do presidente


Em 31 de janeiro de 1956, Juscelino Kubitschek de Oliveira tomou posse da presidência da República, tendo como vice João Goulart. Com ele, o Brasil viveu anos de otimismo embalados pelo sonho da construção de Brasília, a nova capital do país. No dia seguinte à posse, Juscelino anunciou a arrancada desenvolvimentista, baseada no ambicioso Plano de Metas (com o famoso slogan "50 anos em 5"), com 31 objetivos subdivididos em: energia, transporte, alimentação, indústria de base, educação e a mudança da capital para o interior. Com o fim do mandato, veio a prosperidade econômica. Porém, devido aos gastos governamentais, Juscelino deixou um crescente déficit orçamentário e inflação alta. Nascido em Diamantina, foi para Belo Horizonte, formando-se médico (1927). Iniciou sua carreira do interventor política em 1934, como secretário Benedito Valadares. Em 1939, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte, onde ficou conhecido por obras de remodelação da cidade, para as quais convocou Oscar Niemeyer, Burle Marx, Cândido Portinari e Ceschiati. Eleito deputado federal em 1946 e, em 1950, governador do Estado, baseou sua administração no binômio energia–transporte, criando centrais elétricas, hospitais e abrindo avenidas. Como presidente da República, promoveu uma ampla atividade do Estado, tanto na infra-estrutura quanto no incentivo à industrialização, recorrendo ao capital estrangeiro: possibilitou a construção das Usinas Hidrelétricas de Três Marias e Furnas; abriu grandes rodovias como as Rio de Janeiro–Belo Horizonte, Belém–Brasília, Belo Horizonte–Brasília e Brasília–Acre; impulsionou a implantação das indústrias de automóveis e navios; e formulou nova política social e econômica para o Nordeste, criando a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Brasília foi inaugurada solenemente em 21 de abril de 1960. Após o golpe militar de 1964, Juscelino teve seus direitos políticos suspensos por dez anos, passando três deles exilado. Morreu em um acidente automobilístico no Rio de Janeiro.

Referência: www.klickeducacao.com.br

2.Principais ações políticas



Aspectos marcantes do seu mandato como presidente do Brasil

Juscelino foi o último presidente da República a assumir o cargo no Palácio do Catete. Foi empossado em 31 de janeiro de 1956, e, governou por 5 anos, até 31 de janeiro de 1961.

→ Principal meta de Juscelino: a costrução de Brasília.


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Parcerias Políticas:

A convivência democrática

Outro fato importante do governo de JK foi a manutenção do regime democrático e da estabilidade política, que gerou um clima de confiança e de esperança no futuro entre os brasileiros. Teve grande habilidade política para conciliar os diversos setores da sociedade brasileira, mostrando-lhes as vantagens de cada setor dentro da estratégia de desenvolvimento de seu governo. JK evitou qualquer confronto direto com seus adversários políticos e apelou a eles para que fizessem oposição sempre dentro das leis democráticas. Anistiou os militares revoltosos de Jacareacanga e Aragarças. Sendo que muitos políticos da UDN, (adversária do PSD de Juscelino), o apoiavam, ficando, estes políticos, conhecidos como a UDN chapa-branca. Seu maior adversário foi Carlos Lacerda, com o qual se reconciliou posteriormente. Juscelino não permitiu o acesso de Carlos Lacerda à televisão durante todo o seu governo. Juscelino confessou a Lacerda, depois, que se tivesse deixado Lacerda ter acesso a televisão, este o derrubaria.

Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Juscelino_Kubitschek

3.Principais ações econômicas

O mandato de Juscelino Kubitschek ficou conhecido como o mais expressivo crescimento da economia brasileira. O lema usado foi "Cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo".
Para cumprir as promessas, foi elaborado o Plano de Metas, que tinha como objetivo um acelerado crescimento econômico a partir da expansão do setor industrial, com investimentos na produção de aço, alumínio, metais não-ferrosos, cimento, papel e celulose, borracha, construção naval, maquinaria pesada e equipamento elétrico.
Para isso dar certo, JK apoiou a entrada de multinacionais e transnacionais para o Brasil. Como conseqüência, houve um agravamento na inflação, fazendo com que a abertura da economia ao capital estrangeiro gerasse uma desnacionalização econômica, porque estas empresas passaram a controlar setores industriais da economia do Brasil.
Sendo governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek queria modificar as bases econômicas do estado, que eram agrícolas, transformando-as em urbanas e industrializadas. Investindo em energia e transportes. Por isso, desenvolveu construções de importantes usinas hidrelétricas. Também procedeu à organização das Centrais Elétricas de Minas Gerais, a Cemig, que se expandiu como empresa modelo do setor hidrelétrico nacional. Na área da siderurgia, apoiou a implantação da Manesmann. Ele construiu 20 mil km de estradas e pavimentou mais 5 mil para atrair multinacionais para o país.

Mas, se por um lado o Plano de Metas alcançou os resultados esperados, por outro, foi responsável pela consolidação de um capitalismo extremamente dependente que sofreu muitas críticas e acirrou o debate em torno da política desenvolvimentista.
O presidente tratou também de atender reivindicações específicas da corporação militar, no plano dos vencimentos e de equipamento. Tentou manter, tanto quanto possível, o movimento sindical sob controle. Além disso, acentuou-se a tendência de indicar militares para postos governamentais estratégicos. Fora criado também a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destinado a promover o planejamento da expansão industrial do Nordeste.
Portanto, no governo de Juscelino Kubitschek ocorreu uma definição nacional-desenvolvimentista de política econômica. Promoveu-se uma ampla atividade do Estado tanto no setor de infra-estrutura como no incentivo direto à industrialização, mas assumiu também abertamente a necessidade de atrair capitais estrangeiros, concedendo-lhes inclusive grandes facilidades. Esta expressão, nacional-desenvolvimentismo, em vez de nacionalismo, sintetiza uma política econômica que tratava de combinar o Estado, a empresa privada nacional e o capital estrangeiro para promover o desenvolvimento, com ênfase na industrialização.
Contudo, o governo de JK estava mais voltado para o incentivo à indústria automobilística do que para as carências e necessidades da população.
No Plano de Metas, o desenvolvimento industrial estava centrado na produção de veículos, principalmente automóveis. A indústria automobilística foi a grande
alavanca que impulsionou a industrialização brasileira nos anos 50 e 60.








Charge faz crítica à política industrial de JK, jornal Ultima Hora, 15 de dezembro de 1956









Referência: http://www.brazil-brasil.com/content/view/81/112/
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/uma_modernizacao_conservadora_imprimir.html Livro: história do Brasil – Boris Fausto

4.Principais ações sociais e culturais

perto do fim, e isto não abalou a sua imagem diante da população, que até hoje o considera como um político visionário e de grande responsabilidade pelo desenvolvimento do país. O governo de JK é lembrado até hoje como um governo de incentivo e desenvolvimento, já que este tinha como planos trazer a industrialização ao Brasil e realizar cinqüenta anos de progresso em somente cinco anos de seu mandato.
O governo de Juscelino foi marcado por grandes obras e mudanças. As principais foram:

- O Plano de Metas, que estabelecia 31 objetivos para serem cumpridos durante seu mandato, otimizando principalmente os setores de energia e transporte (com 70% do orçamento), indústrias de base, educação e alimentação. Os dois últimos não foram alcançados, mas isso passou despercebido diante de tantas melhorias proporcionadas por JK;

- Criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), implantando várias indústrias de automóvel no país;

- Criação do Conselho Nacional de Energia Nuclear;

- Expansão das usinas hidrelétricas para obtenção de energia elétrica, com a construção da Usina de Paulo Afonso, no Rio São Francisco, na Bahia e das barragens de Furnas e Três Marias;

- Criação do Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval (Geicon);

- Abertura de novas rodovias, como a Belém-Brasília, unindo regiões até então isoladas entre si;

- Criação do Ministério das Minas e Energia, expandindo a indústria do aço;

- Criação da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene);

- Fundação de Brasília.

JK não contou com o fato de os bens produzidos pelas indústrias eram acessíveis apenas a uma pequena parte do país, já que a maior parte era formada pro trabalhadores, uma classe marginalizada, já que a riqueza era concentrada nas mãos de poucos.

Para tentar amenizar o problema, o presidente criou a SUDENE afim de promover o desenvolvimento do Nordeste, porém seu Partido,o PSD, que era apoiado por coronéis não aprovou a medida, e o órgão que seria a solução para acabar com a desigualdade social não obteve sucesso.
O PIB brasileiro cresceu 7% e a renda per capita aumentou, mas esse progresso gerou muitas dividas e as exportações não estavam gerando lucros o suficiente para sanar o problema, e desse modo JK foi se enforcando com a própria corda, do modo que a inflação subia e a moeda brasileira se desvalorizava.
A sorte de Juscelino foi que esses problemas só vieram à tona quando seu mandato estava bem

Referência:http://www.brasilescola.com/historiab/juscelino-kubitschek.htm

5. Curiosidades


Esportes

• Em 29 de junho de 1958, o Brasil torna-se, pela primeira na história, campeão da Copa do Mundo de Futebol. O evento ocorreu na Suécia.
• Em 1959 a seleção brasileira de basquete masculina foi campeã mundial no Chile e a tenista Maria Esther Bueno venceu os torneios de Wimbledon e o US Open.
• O Brasil competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1960 em Roma, na Itália.

→ Comunicações

• A TV Tupi, inaugurada em setembro de 1950, é o primeiro canal de televisão da América Latina. → Guerras e Conflitos que ocorriam no mundo
• Começa a Guerra da Coréia em 25 de junho de 1950. A guerra termina em 27 de julho de 1953.
• Em plena Guerra Fria é assinado, em 1955, o Pacto de Varsóvia (tratado de defesa militar que envolvia os países socialistas do leste europeu, comandados pela União Soviética).
• Em 1959, ocorre a Revolução Cubana. O líder da revolução, Fidel Castro, torna-se presidente de Cuba.
• Começa, em 1959, a Guerra do Vietnã.

→ Música

•Com muito rock e um estilo dançante, Elvis Presley começa a fazer sucesso em 1956
• A estilo musical brasileiro Bossa Nova começa a fazer sucesso. Os maiores representantes deste movimento foram: Tom Jobim, Vinícius de Morais e João Gilberto.
• No final da década de 1950, é formada a banda de rock Beatles.
• "Peixe-Vivo"(uma canção folclórica mineira) era a preferida de JK

Social e econômico

• O salário-mínimo, em 1959, em termos reais, descontado a inflação é considerado o mais alto da história do Brasil.
• Candangos era o apelido dos trabalhadores que constuíram Brasília.
• J.K tinha muita lábia.
• Ele pegou empréstimos com o FMI.

Sobre JK

• Um hábito que sempre acompanhava o presidente era o de tirar os sapatos em cerimônias, mesmo que fosse na frente dos fotógrafos, para aliviar a dor do dedo mínimo que machucara ainda na juventude.
• Durante as festas e jantares, bebia no máximo uma taça de vinho ou uma dose de uísque, mas o que não podia faltar era o champanhe rosé. Adorava ficar sacudindo o copo e ouvindo o barulho dos cubos de gelo balançando. Por gostar muito de dançar, recebeu o apelido de “pé-de-valsa”. A música também era uma de suas paixões: desde os tempos de adolescente em Diamantina, apreciava uma boa seresta.
• Seus hábitos alimentares eram simples e dispensava formalidades. Costumava pegar o frango e a costelinha com as mãos. Raramente almoçava ou jantava com menos de dez pessoas ao seu redor. Dependendo do cardápio do restaurante, era de costume servir separadamente algumas preparações de sua culinária predileta, a mineira. Paçoca de carne de sol, carne com quiabo, galinha ao molho pardo e angu de fubá deixavam o presidente com água na boca! Já para beliscar, de vez em quando, era bem vindo o pastel de carne.

Bossa Nova

• Em meio a todo o crescimento urbano e político ocorrido durante o governo JK, florescia um movimento cultural que viria a marcar profundamente o cenário musical do país, além de contribuir para a projeção internacional da cultura brasileira. Surgia a Bossa Nova, que veio a consagrar-se com o talento de artistas como Tom Jobim, João Donato, Nara Leão, João Gilberto, Vinícius de Morais, Juca Chaves, dentre outros. A Bossa Nova tem sua origem ligada a grupos da classe média urbana carioca e trouxe inovações na harmonia, na forma e no ritmo da música popular brasileira. Esta música jovem que surgia era composta por diferentes influências, tanto internas, como o chorinho e o samba, quanto externas, como o jazz norte-americano. Em um tom intimista, trazia temas relacionados ao cotidiano vivenciado nas cidades. Para celebrar esse encontro entre a política de JK e a bossa nova, Juca Chaves, compositor famoso por suas sátiras políticas, escreveu em 1958, a canção Presidente Bossa-Nova.
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Juscelino Kubitschek usava as virtudes do grande sucesso do futebol e da música para se promover e formar uma imagem boa perante a população.

Referência:www.suapesquisa.com
www.klickeducacao.com.br
www.terra.com.br
http://www.espacoacademico.com.br/076/76borges.htm
http://www.redeeduca.com.br/assuntos_quentes/visualizar/os_anos_jk_e_a_bossa_nova.wsa http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1958

6. Opinião crítica

Não se pode negar que no governo de Juscelino o país cresceu economicamente: 7,5 % ao ano. Modernizou-se, foram construídas grandes estradas e diversas obras de infra-estrutura. Houve a abertura da economia ao capital estrangeiro, o que possibilitou um grande salto para a indústria, com instalações de grandes montadoras de veículos e outras multinacionais.
JK tinha como um ponto positivo o otimismo, o que justificava sua prática administrativa ousada: “Se alguma coisa, aliás, nos falta, é termos consciência exata de que somos irremediavelmente um grande País. Não podemos convencer os outros dessa realidade quando não estamos dela convencidos”.
Porém, apesar do desenvolvimento promovido, houve uma série de pontos negativos. JK buscava o crescimento a todo custo – dentro de sua campanha dos 50 anos em 5 – e nessa ideologia faltou planejamento. A inflação aumentou ano a ano, cresceu a dívida externa e disparou a dívida pública. Quando passou o governo a Jânio Quadros, (JK) deixou algumas “bombas econômicas” a serem administradas.

7. Comparação LULA x JK



O nosso atual presidente, Luís Inácio Lula da Silva, só pode ser comparado a JK no fato de ambos terem chegado à presidência como populistas e serem acusados de corrupção: no governo de JK, as denúncias aumentaram por conta da construção de Brasília, pois havia sérios indícios de superfaturamento das obras.
Na época, a imprensa chegou a dizer que JK teria a sétima maior fortuna do mundo, o que nunca foi provado.
Durante a campanha de sucessão presidencial, as denúncias de corrupção contra JK foram amplamente exploradas pelo candidato Jânio Quadros, que prometia "varrer a corrupção" do governo de JK.
Juscelino chegou a responder inquérito policial militar durante o regime militar, acusado de corrupção e de ter apoio dos comunistas.
Quanto ao Lula, foi afirmado até que os casos de corrupção durante o seu governo superaram o de Sarney. Apesar de vários indícios, Lula e PT fazem operação para impedir investigações. Diante de tantos escândalos, a postura de governo tem sido de jogar a sujeira pra debaixo do tapete e fazer de tudo para impedir a
punição dos corruptos.

Outra diferença é que Juscelino teve uma longa jornada antes de chegar à presidência: fora deputado, prefeito e aí sim, presidente. E Lula, foi somente deputado constituinte onde passou praticamente despercebido.

Na questão econômica, Lula confirma que a vantagem é de hoje se obter uma inflação controlada, mesmo o mundo passando por uma crise mundial, o que no governo de Juscelino foi diferente.

É um pouco de exagero dizer que o governo de Lula pode ser comparado ao de JK. Se no mandato de Juscelino buscava-se a excelência, na era atual a palavra de ordem é “mediocrizar a qualquer custo”.

Fonte: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=376




8.Extra


Este vídeo mostra uma simulação do assassinato do presidente J.K



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